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Como nasceu esse blog

Blogagem coletiva: Relato de parto do meu blog.

Mamatraca convidou as mamães blogueiras a falar sobre o nascimento dos seus blogs em uma blogagem coletiva, estou adorando participar pela primeira vez desse coletivo.

O meu blog Dois pra lá e dois pra cá, nasceu alguns meses após o nascimento do Theo e da Melissa.

A maternidade é sim uma caixinha de surpresas, parece fácil para quem vê de fora, mas posso garantir, não é fácil não…rs

Quando ainda estava grávida e descobri que seriam gêmeos, li muita coisa na internet que me assustaram. Nada era tranquilo, era sempre estressante, dicas assustadoras e tratavam as gestantes de gêmeos como algo perigoso, tirando a minha calma.

Minha gestação foi super tranquila e eu me afastei de todo tipo de informação pessimista e cruel.

Após o nascimento dos bebês, não tive mais tempo para nada. Foram 6 meses de correria total mal penteava o cabelo.

Mas conforme sobrava algum tempinho, começava a vontade de relatar minha história, meus “causos” e principalmente minhas dicas (aquelas que procurei durante alguns meses e não achei).

Se soubesse de algumas coisas antes, com certeza não teria sofrido tanto em alguns momentos. Minha vida teria sido bem mais tranquila, afinal rotina e praticidade são essenciais para uma mãe de gêmeos.

Esse blog, não só me fez sentar por alguns minutos sozinha e com calma, mas me fez interagir com outras mães, que como eu estavam passando um perrengue para se acertar na rotina dos bebês.

No meu blog escrevo abertamente sobre infertilidade e tratamentos. Não tive e não tenho problema em contar que fizemos fertilização, pois não estávamos conseguindo engravidar. Não entendo esse tabu em torno desse assunto. O que para muitos é um problema e um segredo, para nós foi uma experiência bonita, engraçada e incrível. Todo o processo foi muito especial e hoje tenho essas 2 fofuras em casa, que conheço desde o primeiro momento de vida deles, quando eram apenas pequenas bolinhas se formando.

O blog me ajudou a manter a sanidade, tornar cada momento eterno, dividir minhas experiências e tirar esse medo que as pessoas insistem em colocar nas gestantes gemelares e acima de tudo usar como um diário uma terapia.

Não sou escritora, sou uma publicitária que trabalha com educação, mãe de um lindo casal nascidos em Outubro de 2009. Tento escrever sempre de uma forma leve e divertida, porque gosto de dividir minhas alegrias, expectativas, dúvidas, medos, situações engraçadas, desesperos das noites em claro, a alegria do amor incondicional, informações importantes e outras nem tanto e de reclamar um pouquinho, afinal mãe também tem o direito de reclamar, isso não tira o amor enorme que sentimos por nossos filhos.

Isso é o Dois pra lá e dois pra cá!

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Olha quem saiu no jornal….rs

Matéria sobre o Clube do Brinquedo. Clique aqui para saber mais.

(Jornal Agora – domingo dia 07.08.2011)

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Depoimento “mãe aos 30 e poucos”

A gravidez chegou para a publicitária Samantha Gravena, 36 anos, quando ela achava que não seria mais mãe. Veio em dose dupla! Os gêmeos Theo e Melissa Gravena têm 1 ano e 5 meses. Autora do blog https://doispralaedoispraca.com/, ela contou como foi encarar uma gestação aos 35 anos.

Não tenho certeza se existe idade certa para ter o primeiro filho, mas acho que seria mais fácil engravidar com 25 anos. Os maiores desafios de ter sido mãe aos 35 anos, com certeza, foi a dificuldade de engravidar. Senti que a idade influenciou muito na minha gestação. Estou casada há seis anos com Pedro Gravena, 37 anos. Ele é publicitário como eu. A nossa gravidez foi planejada e muito desejada, mas demorei mais de dois anos para conseguir gerar. Foi desgastante. Fizemos tratamento de reprodução assistida. Você cria a expectativa e depois se decepciona quando não dá certo. No momento que deu, foi uma felicidade enorme. Quando abri o exame, estava bem ansiosa. Achava que ia ler a palavra “positivo”. Quando vi os números, precisei ligar para o médico e confirmar se era isso mesmo. Meu obstetra falou a seguinte frase: “Samantha, você está gravidíssima”, mas não disse que já suspeitava de gêmeos. Alguns dias depois, eu e Pedro descobrimos que eram dois. No inicio, deu um frio na barriga, mas depois curtimos cada momento. Não me imagino com um bebê apenas na barriga. Nasci para ser mãe de gêmeos. E pode parecer brincadeira, mas achava realmente que um recém-nascido não dava trabalho. Tanto que nem contratei uma babá, mesmo com dois. Nunca tive muito contato com bebês, nunca tinha trocado uma fralda, nunca tinha dado mamadeira. Hoje nem eu acredito que fiz isso! Depois de alguns dias após o parto, eu estava pirada. Foi assustador. Pensei realmente na clássica frase: “Como ninguém me avisou que seria assim?” Nos primeiros meses, me deu desespero quando percebi que não tinha mais tempo. Mal conseguia tomar banho direito, comer sentada ou mesmo pentear o cabelo. O cuidado com os bebês é puxado, mas uma das coisas que me surpreenderam foi a minha tranquilidade. Tudo foi se ajeitando com o tempo. Não tenho medos, tabus e frescuras com eles. Acho que, por serem dois, não dá muito tempo de ficar pensando besteiras. Dizem que, quando um bebê nasce, também nasce uma mãe! Isso é verdade. É incrível como a natureza faz as coisas entrarem nos eixos. Mas admito que a nossa vida mudou muito. O mais difícil, sem dúvida, foi acordar de madrugada. Outras mudanças foram ótimas. Hoje temos uma linda família e é uma delícia viver isso. Ter gente em casa o tempo todo também foi uma grande mudança, ainda estamos nos acostumando com tanto movimento. A parte ruim é que, para viajar, tudo vira um tumulto. Estamos conseguindo manter uma rotina de casal, saímos à noite quando a babá dorme em casa. Vamos ao cinema ou jantar fora. Temos ainda uma vida social, mas muito menos do que antes. Depois de ter filhos, as prioridades são outras. Pensamos mais neles do que na gente. Pensamos em mudar para uma cidade mais tranquila, nos cuidarmos mais. Acho que, se tivesse engravidado com 25 anos, não teria a maturidade e a paciência que tenho hoje. Eles estão chegando numa idade em que é preciso educar, além de cuidar, e isso está sendo difícil. Impor limites não é fácil, mas estou aprendendo.

http://bebe.abril.com.br/especial/dia-das-maes/dia-das-maes-idade-certa.php?pagina=1

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