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Ensinando o Adeus

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Ontem nosso cachorro Ross virou estrelinha.

Hoje fui contar para as crianças quando eu me recuperei um pouco da tristeza e para minha surpresa eles entenderam melhor do que eu rs.

Na verdade eles ainda não tem essa noção de morte, de perda e de saudade que nós temos.

Eles já perderam um avô e sempre falam do Vovô Walthão que mora no céu.

Quando o nosso gatinho morreu contei que o vovô queria muito um gato lá com ele e como o Clyde era muito bonzinho e legal ele foi, na época lembro que não usei hora alguma a palavra morte, nem para o vovô e nem para o Clyde.

Mas hoje foi diferente, quando fui contar que o Ross foi para o céu e não voltaria, me devolveram na lata “mas ele morreu mãe?” e tive de responder “sim, ele morreu e está no céu junto com o vovô e o Clyde”.

A primeira reação da Melissa foi perguntar “então nunca mais vamos vê-lo de novo?” e expliquei “agora só em fotos e na nossa lembrança”, passou um tempo e ela disse “mas vou sentir saudades”, “eu também meme, eu também” e nos abraçamos forte. Passou uns 2 minutos e ela me disse “mãe deixa que eu conto para o Alemão (nosso gato) que o Ross morreu, pois ele vai ficar muito triste e vai chorar e quero abraçar ele”(filha madura).

O Theo apenas olhou pra mim e falou “por isso você está tão triste mamãe? Não fica não” ai ele parou e disse…”o Leo (amigo dele que adorava o Ross) vai ficar triste quando souber”.

Ou seja, os dois ficaram tristes, mas estavam mais preocupados comigo, com o gato que era amigo do cachorro e do Leo amigo do Theo que adorava o Ross e como eles reagiriam do que o sentimento deles próprios que é claro que vão sentir falta do nosso amigão inseparável, mas foi assim que reagiram.

Agora a noite a Melissa me pediu para ver fotos so Ross pois já estava com saudade da carinha dele. Todos estamos Meme 😦

O Ross era o cachorro mais doce, fofo, carinhoso, amigo e meigo dessa vida. Ele nos olhava com um amor verdadeiro e ficava feliz apenas de nos observar nessa rotina louca e barulhenta de uma casa com gêmeos que ele viu nascer e crescer até os 5 anos. Viu muita bagunça e muitas vezes participou delas, outras apenas ficou de olho ou dormiu ao som da bagunça como se estivesse no paraíso.

O Ross foi o meu primeiro cachorro e o deles também e ficará nos nossos corações para sempre. Foi muito bom passar quase 14 anos com você do lado, sendo muito mais do que um cão.

Adeus Ross e obrigada por fazer parte dessa família que tanto te amou.

Meu filho de 4 patas 🙂

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