Fim das férias de julho

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Sim, as férias acabaram.

Começaram um pouco tumultuadas, pois iam ficar na colônia de férias da escola e no segundo dia desistiram e me questionaram: “mas mãe, se a professora está de férias, meus amigos estão de férias, porque a gente não pode também ficar de férias da escola?”

Pensei, é verdade e não acho justo, eles passaram quase todas as férias da vidinha deles na escola, mas antes não se davam conta disso, pois eram muito pequenos, hoje eles já sabem e tem mais noção de tempo.

Decidi então leva-los comigo ao trabalho e alguns dias trabalhar em casa. Preciso dizer que isso não deu certo? Em casa é impossível conseguir responder um email e no trabalho o tempo máximo de silencio (silencio = ipad, ipod, iphone que 3 dias depois deixou minha filha com TENDINITE, juro. Imagina a culpa dessa mãe hehe)

Vi que isso também não daria certo, então resolvi passar as manhãs com eles e nas tardes eles ficaram na colonia de férias do clube, ai sim, foi bom pra eles e foi bom pra mim. Mas o Super férias do clube durava apenas 2 semanas e ainda restava 1. Meu Deus o que fazer?

Resolvi usar a tática “se não pode vence-los, junte-se à eles”.

Tirei 1 semana e fiquei assumidamente sem trabalhar. Fomos ao clube, piscina, parque, compramos patinetes, jogos interessantes para jogar a noite em familia, fomos ao museu, cinema, à casa de amigos, comemos sanduiches, pipoca, pizza, muitoooooooo sorvete, fizemos panquecas em casa e muita sujeira, jogamos futebol, fizemos novos amigos e fomos ao Hopi Hari. Tudo isso em 5 dias…hahaha. UFA! Mas foi incrivelmente delicioso.

Foi uma delicia, nos divertimos muito e nos aproximamos muito.

As férias acabaram! Segunda começam as aulas e voltamos à nossa rotina.

E segunda o despertador marca 7:30.

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A dificuldade de ser TUDO

Vida moderna.

Mulher moderna.

Mãe moderna.

Mãe que trabalha fora.

Mãe que chega em casa cansada e precisa sentar e ajudar na lição, no jantar, no banho, na brincadeira e colocar pra dormir com sorriso no rosto e “eu te amo” nos lábios.

Mãe que mesmo quando a vontade é deitar de tão cansada arruma tempo pra jogar um novo jogo, ler uma história ou simplesmente sentar um pouco pra ver desenho na TV com eles.

Mãe que pega o maior transito até a escola, mas chegando lá respira fundo e volta cantando Saltimbancos com os filhos enquanto está tudo parado e você não vê a hora de chegar em casa.

Mãe que leva na natação, ao dentista, ao pediatra, no ballet, na casa dos amigos, no parque e quando precisa leva para o trabalho, mesmo sabendo que não vai conseguir trabalhar por conta disso rs.

Mãe que ta sempre apressada, atrasada, estressada, descabelada, nem sempre tão arrumada o quanto gostaria, mas tenta ser a mãe legal, sempre carinhosa, atenciosa e amorosa.

Mãe que ama os filhos acima de tudo, mas as vezes chora sozinha porque cansa, porque se culpa, porque se estressa, porque trabalha muito ou porque não trabalha, porque não pode ser uma mãe melhor. Neuras de mãe.

Vivo me questionando e muitas vezes me culpando, mas sei que estou entre milhões de mães assim como eu, quem disse que as nossas também não se sentiam assim? Medo, culpa, estress, cansaço…etc.

Acredite, somos as melhores mães para nossos filhos.

E acredite também, as mães modernas nada mais são do que mães, modernas ou não, a prioridade delas são os filhos e a felicidade, bem-estar e futuro deles.

Somos TUDO para quem é TUDO pra gente.  <3

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Ensinando o Adeus

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Ontem nosso cachorro Ross virou estrelinha.

Hoje fui contar para as crianças quando eu me recuperei um pouco da tristeza e para minha surpresa eles entenderam melhor do que eu rs.

Na verdade eles ainda não tem essa noção de morte, de perda e de saudade que nós temos.

Eles já perderam um avô e sempre falam do Vovô Walthão que mora no céu.

Quando o nosso gatinho morreu contei que o vovô queria muito um gato lá com ele e como o Clyde era muito bonzinho e legal ele foi, na época lembro que não usei hora alguma a palavra morte, nem para o vovô e nem para o Clyde.

Mas hoje foi diferente, quando fui contar que o Ross foi para o céu e não voltaria, me devolveram na lata “mas ele morreu mãe?” e tive de responder “sim, ele morreu e está no céu junto com o vovô e o Clyde”.

A primeira reação da Melissa foi perguntar “então nunca mais vamos vê-lo de novo?” e expliquei “agora só em fotos e na nossa lembrança”, passou um tempo e ela disse “mas vou sentir saudades”, “eu também meme, eu também” e nos abraçamos forte. Passou uns 2 minutos e ela me disse “mãe deixa que eu conto para o Alemão (nosso gato) que o Ross morreu, pois ele vai ficar muito triste e vai chorar e quero abraçar ele”(filha madura).

O Theo apenas olhou pra mim e falou “por isso você está tão triste mamãe? Não fica não” ai ele parou e disse…”o Leo (amigo dele que adorava o Ross) vai ficar triste quando souber”.

Ou seja, os dois ficaram tristes, mas estavam mais preocupados comigo, com o gato que era amigo do cachorro e do Leo amigo do Theo que adorava o Ross e como eles reagiriam do que o sentimento deles próprios que é claro que vão sentir falta do nosso amigão inseparável, mas foi assim que reagiram.

Agora a noite a Melissa me pediu para ver fotos so Ross pois já estava com saudade da carinha dele. Todos estamos Meme😦

O Ross era o cachorro mais doce, fofo, carinhoso, amigo e meigo dessa vida. Ele nos olhava com um amor verdadeiro e ficava feliz apenas de nos observar nessa rotina louca e barulhenta de uma casa com gêmeos que ele viu nascer e crescer até os 5 anos. Viu muita bagunça e muitas vezes participou delas, outras apenas ficou de olho ou dormiu ao som da bagunça como se estivesse no paraíso.

O Ross foi o meu primeiro cachorro e o deles também e ficará nos nossos corações para sempre. Foi muito bom passar quase 14 anos com você do lado, sendo muito mais do que um cão.

Adeus Ross e obrigada por fazer parte dessa família que tanto te amou.

Meu filho de 4 patas🙂

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Padrinhos dos gêmeos

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Nunca fui muito ligada nessa história de padrinhos, talvez porque os meus não foram muito presentes na minha vida.

Quando os bebês nasceram ficou aquela “pendência” da escolha dos padrinhos.

Sou filha única, mas tenho uma prima que é minha irmã de coração, então decidi logo de cara que ela seria a madrinha. Mas são 2 bebês? Ela seria dos 2? Como funciona isso? Já não entendia nada de padrinhos, por isso não sabia no caso de gêmeos se o normal era ter 1 ou 2 padrinhos e madrinhas.

Então decidi escolher 2 casais de padrinhos, mas que os 2 não fizessem diferença do seu “apadrinhado” e que sempre tratasse os 2 iguais, então seriam 2 padrinhos e 2 madrinha para cada um deles rsrsrsrs. A confusão.

Minha decisão era ser alguém da família, assim não magoaria nenhuma amiga próxima, pois tenho várias e todas ciumentas😉

Mas essa decisão ficou para mais tarde, afinal com 2 bebês em casa alguém consegue pensar? Não.

O tempo foi passando e eu fui deixando essa coisa de padrinhos pra depois.

Quase 1 ano depois percebi que existiam pessoas perto de mim e dos bebês que não se importavam muito,  não ligavam, não ajudavam, estavam sempre ocupados, enquanto outros estavam sempre ao meu lado, sempre ligando, ajudando e muito amorosas com os bebês. Então, decidi que essas pessoas deveriam ter o carinho da nossa parte também. Chamamos um casal de amigos para fazer parte da nossa família.

Minha prima e o marido são padrinhos da Melissa e o casal de amigos padrinhos do Theo. Mas na verdade os 2 casais são padrinhos dos 2. Levou presentinho para um? Então leva para o outro. Ligou para falar com um, precisa falar com o outro😉

Eles também tem uma madrinha de coração, sem ela, eles não existiriam. FATO. (essa amiga apresentou o marido e anos depois o médico que fiz o tratamento, ou seja, madrinha por direito hahaha)

Não sei se gêmeos precisariam ter os mesmos padrinhos, ou como são as regras religiosas e culturais para padrinhos, nunca entendi nada sobre o assunto, não sou católica e confesso que nunca achei isso importante.

Mas hoje consigo dar valor para esse “parentesco” e entendo a necessidade de se ter alguém especial assim por perto.

Gosto que eles tenham muitos tios e tias legais de sangue ou não, mas quero que eles tenham os padrinhos como pessoas realmente próximas que os ame muito e que estejam com eles nos momentos especiais da vida deles.

Depois de ser mãe, percebi que as pessoas estão perdendo muito com a correria do dia a dia e se afastando das pessoas e de algumas relações que parecem se perder no tempo.

Quero que meus filhos tenham esse contato maior com os padrinhos, que saibam por que eu os escolhi e saibam que podem contar com essas pessoas em qualquer momento da vida deles. Pois é….a maternidade me deixou careta mudou alguns pontos de vista.

😉

*Pra quem não está familiarizado com o mundo infantil, a imagem acima é do desenho “Padrinhos Mágicos” hahahahaha

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Gêmeos disputando atenção

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Irmãos brigam, isso é fato.

Sou filha única, mas sempre tive um pouco de inveja dos amigos que tinham irmãos e brigavam com eles.

Eu tinha um irmão mais velho imaginário, o nome dele era Rodrigo e claro, eu adorava criar brigas nossas para “entrar na sociedade das pessoas com irmãos. (a terapia já resolveu isso hahaha)

Voltando ao assunto, irmãos brigam, mas irmãos gêmeos brigam muito mais.

Eles brigam por brinquedos, comida, televisão e principalmente por nossa atenção.

Quem tem gêmeos em casa sabe, eles tentam chamar a nossa atenção o tempo todo, existe uma necessidade de aparecer mais do que o irmão. A necessidade de dizes “estou aqui”, “olha pra mim”, “sou melhor que ele”…

Se percebem que fazendo algo errado ou desafiando o irmão vão chamar a sua atenção, danou-se. Não importa se chamam a atenção fazendo coisa boa ou errada, o que eles desejam é ter a sua atenção voltada à eles.

Quantas vezes eu estou no computador, apenas lendo algo ou mesmo tentando ir ao banheiro e escuto um choro, berro ou barulho “manhêeeeeeeeee vem ver o que o fulano fez”.

É só você desviar um pouco a atenção deles que algo acontece.

Aqui em casa disputam até doença. Se um fica doente e “ganha” remédio e mais atenção, o outro finge também estar doente “mãe to com febre cof cof”.

Agora preciso acabar esse post pois….manhêêêêêê😉

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Fim das férias

Acabou!

Acredito que quase todas as mães sentem aquele “alivio” quando chega o dia do filho voltar à escola.

Isso não quer dizer que não amamos nossos filhos, mas sim que voltamos a ter rotina.

Além de rotina, voltamos a ser mulheres e não apenas a “manhêêê”.

E para os pequenos também é bom, eles voltam a conviver com os amigos, ter mais atividades, estão aprendendo coisas incríveis, comem melhor e quando estão em casa ficam mais calmos.

E vamos combinar que ficar 30 dias arrumando atividades, brincadeiras, passeios…chega uma hora que você desiste e assina netflix compra sacos de pipocas de microndas e começa a riscar o calendário numa contagem regressiva. (ou será que só eu? rs)

Os meus pequenos (hoje com 5 anos) começaram o ano no pré e estão super orgulhosos disso, pois são agora os “grandões” da escola, já que será o último ano deles lá.

Voltam todos os dias me contando as novidades do pré, da nova sala, da nova professora e de tudo que aprendem. Orgulho é pouco para essa mãe.

Todos de volta à rotina! Aeeeeeee

E uma imagem para descontrair😉

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Agora é esperar as férias de Julho.

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5 anos dos gêmeos

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Em outubro meus pequenos fizeram 5 anos.

E festa de casal de gêmeos é assim, metade da mesa de um tema e a outra metade de outro, assim agradamos a todos. Foi-se o tempo que a gente escolhia o tema, até as lembrancinhas da festa foram escolhidas por eles.

Esse ano a Melissa escolheu o tema FROZEN (como TODAS as meninas que fizeram aniversário nesse ano rs) e a metade do Theo foi COMO TREINAR SEU DRAGÃO.

A mesa ficou incrível, as crianças lindas e felizes e agora meus pequenos que eram apenas 2 bolinhas na minha barriga, hoje estão com 5 anos.

* Jabazinho: Decoração Patricia do Ateliê Amora Amarela e fotos Camila Rossi.

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