Ontem nos despedimos do vovô Walthão.
Dr Walther Gravena, meu sogro e avô do Theo e da Melissa.
O vovô Walthão lutou muito, mas no dia 09.02.12 descansou.
Foi uma despedida bonita, com todas as pessoas (familiares, muitos amigos, médicos, enfermeiras, empregados e pacientes) contando histórias, lembranças e causos desse homem que marcou a vida de muita gente e posso dizer que salvou a vida de muita gente.
Um pai incrível e amoroso, que fazia tudo por seus filhos, um marido que esteve sempre ao lado da esposa, um sogro sensacional e muito carinhoso, um dos melhores médicos de Piracicaba (se não o melhor), sempre dedicado e amoroso com seus pacientes e com seus familiares, um chefe humano e bem humorado.
O bom humor era a principal característica dele, talvez por isso ontem foi tão tranqüilo. As pessoas lembravam dele com alegria e nunca com tristeza.
Fico muito feliz por meus filhos, que puderam aproveitar o vovozão, mesmo que por pouco tempo.
Decidimos não levar o Theo e Melissa conosco, preferi deixa-los em casa na rotina normal, afinal vovô Walthão já está morando em uma grande nuvem no céu.
Eles sabiam que o vovô estava “dodói” e hoje sabem que ele está no céu morando numa linda e grande nuvem. A imagem que quero que eles tenham, é do vovô rindo, brincando, gritando quando entrava na piscina e sentadão na poltrona dele assistindo jornal.
Não conheci meu avô paterno, perdi minha avó materna muito cedo e lembro que senti muita falta, até hoje me lembro do gosto do leite com chocolate quente dela…nunca mais tomei igual. O meu avô materno, perdi durante a adolescência, estava de férias e minha mãe só contou quando eu voltei, não consegui me despedir. A minha avó paterna viveu bastante e convivi muito com ela, infelizmente ela teve mal de alzheimer e se perdeu no tempo, viveu mais no passado do que no presente, mas o importante é que tenho lindas lembranças da infância com ela, uma mulher linda e festeira.
Os avós fazem falta. O amor deles é diferente, eles deixam o neto fazer o que não deixavam o filho fazer…rs. Esse mimo e esse carinho, acredito eu, é essencial para uma infância feliz.
Agora o vovô Zé, a vovó Rê e a vovó Joana vão precisar mimar um pouco mais.
Adeus vovô Walthão! E obrigada por ter sido tão especial em nossas vidas.
Amamos você!
